Irmãos Boa noite
Venho atráves deste comunicado informar-lhes que estou paralisando temporariamente as atividades do blog, estou sem condições de escrever neste momento, espero poder compartilhar mais textos da doutrina espirita com vocês, o intuito do blog não é so copiar e colar a matéria, mais selecionar os temas e colocar a disposição de vocês o melhor conteúdo, desejo a paz a todos vocês que acompanham este blog e que possam novamente nos prestigiar em breve.
Peço desculpas a todos vocês.
Um abraço do amigo José Mario.
Blog Criado com muito carinho para divulgar a doutrina espirita com belíssimas mensagens e textos desenvolvidos pelos nossos amigos da espiritualidade. Que estes textos e mensagens deixem a luz acesa em seu coração e lhe de o discernimento para enfrentar as provas desta escola chamada planeta terra.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A desencarnação de Allan kardec
Boa noite irmãos,
Mais uma vez venho publicar mais um texto para vosso conhecimento, desta vez vamos falar sobre a desencarnação de Allan Kardec. Boa leitura e uma ótima noite a todos.
José Mario
A Desencarnação de Allan Kardec
Autor: E. Muller
No dia em que Allan Kardec desencarnava, constituindo este fato dolorosa surpresa para todos os amigos e para os espíritas em geral, nesse mesmo dia o Sr. E. Muller, grande amigo do Codificador e de sua digna esposa assim se expressava por carta ao Sr. Finet:
Paris, 31 de março de 1869
Amigo:
“ Agora, que já estou um pouco mais calmo, eu vos escrevo. Enviando-vos meu aviso, como o fiz, talvez tenha agido um tanto brutalmente, mas me parecia que devíeis receber a comunicação imediata desse falecimento.
Eis alguns pormenores:
Ele morreu essa manhã, entre onze e doze horas, subitamente, ao entregar um número da Revue a um caixeiro de livraria que acabava de comprá-lo; ele se curvou sobre si mesmo, sem proferir uma única palavra: estava morto.
Sozinho em sua casa(Rua de Sant’ana), Kardec punha em ordem seus livros e papéis para a mudança que vinha processando e que deveria terminar amanhã. Seu empregado, aos gritos da criada e do caixeiro, acorreu ao local, ergueu-o... nada, nada mais. Delanne acudiu com toda a presteza, friccionou-o, magnetizou-o, mas em vão. Tudo estava acabado.
Venho de vê-lo. Penetrando a casa, com móveis e utensílios diversos atravancando a entrada, pude ver pela porta aberta da grande sala de sessões, a desordem que acompanha os preparativos para uma mudança de domicílio; introduzido numa pequena sala de visitas, que conheceis bem, com seu tapete encarnado e seus móveis antigos, encontrei a Sra. Allan Kardec assentada no canapé, de face para a lareira; ao seu lado, o Sr. Delanne; diante deles sobre dois colchões colocados no chão, junto à porta da pequena sala de jantar, jazia o corpo, restos inanimado daquele que todos amamos. Sua cabeça, envolta em parte por um lenço branco atado sob o queixo, deixava ver toda a face, que parecia repousar docemente e experimentar a suave e serena satisfação do dever cumprido.
Nada de tétrico marcara a passagem de sua morte; se não fosse a parada da respiração, dir-se-ia que ele estava dormindo.
Cobria-lhe o corpo uma coberta de lã branca, que, junto aos ombros dele, deixava perceber a gola do robe de chambre, a roupa que ele vestia quando fora fulminado; a seus pés, como que abandonadas, suas chinelas e meias pareciam possuir ainda o calor do corpo dele.
Tudo isto era triste, e, entretanto, um sentimento de doce quietude penetrava-nos a alma; tudo na casa era desordem, caos, morte, mas tudo aí parecia calmo, risonho e doce, e, diante daqueles restos , forçosamente meditamos no futuro..
Eu vos disse que na sexta-feira é que o enterraríamos, mas ainda não sabemos a que horas; esta noite seu corpo esta sendo velado por Desliens e Tailleur; amanhã será por Delanne e Morin.
Procuram-se entre os seus papéis, suas últimas vontades, se é que ele as escreveu; de qualquer forma, o enterro será puramente civil.
Escrever-vos-ei, dando-vos os pormenores da cerimônia.
Amanhã, creio eu, cuidaremos em nomear uma comissão de espíritas mais ligados à causa, aqueles que melhor conhecem as necessidades dela, a fim de aguardar e de saber o que se irá fazer.
De todo o coração, vosso amigo,
(a) Muller.”
A segunda carta de Muller é igualmente preciosa. É assim vazada:
Paris, 4 de abril de 1869
Amigos.
Uma grande folha de papel! Enchê-la-ei eu esta noite?
Curvado, abatido, começo apenas a despertar de uma emoção muito natural.
Parece-me ter estado a sonhar, entretanto tal não ocorreu e não posso ter o consolo de uma ilusão. Tudo é realidade, verdade brutal, sancionada por um fato. Mas sou feito de molde a que meu pensamento não pode se acostumar à idéia de que ele já não existe1 Que já não existe! Compreendei bem o que minha pena deseja dizer? Pois o que penso, o meu coração desmente o que ela exprime. Entretanto é bem verdade! Sexta-feira nos dirigimos ao campo de repouso, conduzindo seus despojos mortais; e o lúgubre ruído da terra, cobrindo seu caixão, repercutiu em ecos em meu coração. Que vos direi?... que sofri, e que não chorei?
Minha intenção – a triste cerimônia fúnebre realizada! – era a de vos escrever logo em seguida, porém o meu pensamento paralisado e o meu organismo abatido não permitiram que meu coração tivesse esse doce consolo; eu não pude faze-lo!
Eis, entretanto, na medida em que minhas lembranças podem ser exatas, as circunstâncias da cerimônia:
Precisamente ao meio-dia o cortejo se pôs a caminho, um carro mortuário modesto, um único, abria-o, arrastando após si, docemente comprimida , a multidão numerosa composta por todos aqueles que puderam se encontrar nessa última reunião. O acompanhamento fúnebre foi conduzido pelo Sr. Levent, vice-presidente da Sociedade Espírita de Paris; em seguida a multidão de amigos, simpatizantes, os interessados de toda espécie; os empregados e pessoas desocupadas fechavam o cortejo, ao todo mil ou mil e duzentas pessoas.
O carro fúnebre seguiu pela Rua de Grammont, atravessou os grandes “boulevards”, a Rua Laffite, Notre-Dame-des-Lorrettes, a Rua Fontaine, as avenidas exteriores de Clichy e penetrou no Cemitério de Montmartre, em meio a multidão que o seguia. Bem longe, lá no fundo, mais longe ainda, nos limites do cemitério, uma vala escancarada aguardava o seu ocupante, e os curiosos romperam as filas para ouvir os discursos (pobres criaturas!). As cordas do coveiro envolveram o caixão que desceu lentamente ao fundo do abismo. Um grande silêncio se fez. O vice-presidente da Sociedade se aproximou da vala e sua voz emocionada, compenetrada, convicta, em nome da entidade, solicitou ao morto o prosseguimento de seus conselhos e lhe disse, não um adeus mas uma até breve. Camille Flammarion, sobre um pequeno cômoro, ali existente por acaso, tomou da palavra em nome da ciência unida ao Espiritismo e, da enérgica maneira afirmou aos olhos de todos, a fé que o anima. Em seguida foi a vez de Delanne, que falando em nome dos irmãos da província, prometeu ao Espírito de Allan Kardec que todos seguiríamos a rota por ele tão laboriosamente traçada. Um quarto e último discurso foi pronunciado por nosso colega Sr. Barrot. Cada orador, dirigindo-se ao Espírito Allan Kardec, lhe dizia: “Velai por nós, velai por vossas obras, vós que possuís a liberdade”.
Nada nas palavras desses oradores lembrava essas tristes orações fúnebres que fazem o coração desesperar por suas palavras: “Adeus, eu não te reverei mais, nunca mais!”. Longe de nós esse triste pensamento; o Espiritismo oferece-nos uma consolação maior e todos os discursos pronunciado sobre a tumba do Mestre terminaram por animadoras palavras: Até logo, querido amigo de nossos corações, até nos revermos em um mundo melhor! E possamos nós, como tu cumprimos com nossa missão na Terra!
Em seguida a multidão se dispersou, retornando aos seus afazeres ou às suas reflexões. A Sociedade deveria se reunir à Rua Sant’Anne, para solicitar uma evocação: assim sendo, os membros individualmente para lá voltavam com apressuramento.
Seis comunicações foram ali obtidas.
Muito vosso
Muller
Aí estão, fiéis quanto possível, as traduções dos documentos copiados em Lyon por Sausse e cujos originais, como quase tudo talvez, se perdeu. Verifica-se que Allan Kardec não foi sepultado no Père-Lachaise, mas sim , no velho cemitério de Montmartre e, em seguida, transladado para o dolmen mais tarde construído e onde foi também sepultada a Sra. Allan Kardec.
È bom relacionar que o Sr. Delanne, várias vezes mencionado, não é o celebre escritor espírita, Gabriel, na época pouco mais do que uma criança, mas seu pai o Sr. Alexandre Delanne, fiel amigo do Professor Rivail.
Quanto ao mais, além do discurso de Camille Flammarion, tudo se perdeu na voragem do tempo. Nem mesmo o previdente Muller pudemos obter qualquer notícia. Ele assinava-se M. E. Muller e foi, como dissemos, o encarregado pela família do ilustre desencarnado, de dirigir-lhe as últimas palavras de despedida. Além disso há o retrato de Henri Sausse, o primeiro biógrafo de Kardec, existente milagrosamente nos arquivos de Cairbar Schutel. Tudo o mais é a própria obras imperecível de Kardec.
Fonte: Reformador e Revista Internacional de Espiritismo
http://www.oespiritismo.com.br/textos/ver.php?id1=105
Mais uma vez venho publicar mais um texto para vosso conhecimento, desta vez vamos falar sobre a desencarnação de Allan Kardec. Boa leitura e uma ótima noite a todos.
José Mario
A Desencarnação de Allan Kardec
Autor: E. Muller
No dia em que Allan Kardec desencarnava, constituindo este fato dolorosa surpresa para todos os amigos e para os espíritas em geral, nesse mesmo dia o Sr. E. Muller, grande amigo do Codificador e de sua digna esposa assim se expressava por carta ao Sr. Finet:
Paris, 31 de março de 1869
Amigo:
“ Agora, que já estou um pouco mais calmo, eu vos escrevo. Enviando-vos meu aviso, como o fiz, talvez tenha agido um tanto brutalmente, mas me parecia que devíeis receber a comunicação imediata desse falecimento.
Eis alguns pormenores:
Ele morreu essa manhã, entre onze e doze horas, subitamente, ao entregar um número da Revue a um caixeiro de livraria que acabava de comprá-lo; ele se curvou sobre si mesmo, sem proferir uma única palavra: estava morto.
Sozinho em sua casa(Rua de Sant’ana), Kardec punha em ordem seus livros e papéis para a mudança que vinha processando e que deveria terminar amanhã. Seu empregado, aos gritos da criada e do caixeiro, acorreu ao local, ergueu-o... nada, nada mais. Delanne acudiu com toda a presteza, friccionou-o, magnetizou-o, mas em vão. Tudo estava acabado.
Venho de vê-lo. Penetrando a casa, com móveis e utensílios diversos atravancando a entrada, pude ver pela porta aberta da grande sala de sessões, a desordem que acompanha os preparativos para uma mudança de domicílio; introduzido numa pequena sala de visitas, que conheceis bem, com seu tapete encarnado e seus móveis antigos, encontrei a Sra. Allan Kardec assentada no canapé, de face para a lareira; ao seu lado, o Sr. Delanne; diante deles sobre dois colchões colocados no chão, junto à porta da pequena sala de jantar, jazia o corpo, restos inanimado daquele que todos amamos. Sua cabeça, envolta em parte por um lenço branco atado sob o queixo, deixava ver toda a face, que parecia repousar docemente e experimentar a suave e serena satisfação do dever cumprido.
Nada de tétrico marcara a passagem de sua morte; se não fosse a parada da respiração, dir-se-ia que ele estava dormindo.
Cobria-lhe o corpo uma coberta de lã branca, que, junto aos ombros dele, deixava perceber a gola do robe de chambre, a roupa que ele vestia quando fora fulminado; a seus pés, como que abandonadas, suas chinelas e meias pareciam possuir ainda o calor do corpo dele.
Tudo isto era triste, e, entretanto, um sentimento de doce quietude penetrava-nos a alma; tudo na casa era desordem, caos, morte, mas tudo aí parecia calmo, risonho e doce, e, diante daqueles restos , forçosamente meditamos no futuro..
Eu vos disse que na sexta-feira é que o enterraríamos, mas ainda não sabemos a que horas; esta noite seu corpo esta sendo velado por Desliens e Tailleur; amanhã será por Delanne e Morin.
Procuram-se entre os seus papéis, suas últimas vontades, se é que ele as escreveu; de qualquer forma, o enterro será puramente civil.
Escrever-vos-ei, dando-vos os pormenores da cerimônia.
Amanhã, creio eu, cuidaremos em nomear uma comissão de espíritas mais ligados à causa, aqueles que melhor conhecem as necessidades dela, a fim de aguardar e de saber o que se irá fazer.
De todo o coração, vosso amigo,
(a) Muller.”
A segunda carta de Muller é igualmente preciosa. É assim vazada:
Paris, 4 de abril de 1869
Amigos.
Uma grande folha de papel! Enchê-la-ei eu esta noite?
Curvado, abatido, começo apenas a despertar de uma emoção muito natural.
Parece-me ter estado a sonhar, entretanto tal não ocorreu e não posso ter o consolo de uma ilusão. Tudo é realidade, verdade brutal, sancionada por um fato. Mas sou feito de molde a que meu pensamento não pode se acostumar à idéia de que ele já não existe1 Que já não existe! Compreendei bem o que minha pena deseja dizer? Pois o que penso, o meu coração desmente o que ela exprime. Entretanto é bem verdade! Sexta-feira nos dirigimos ao campo de repouso, conduzindo seus despojos mortais; e o lúgubre ruído da terra, cobrindo seu caixão, repercutiu em ecos em meu coração. Que vos direi?... que sofri, e que não chorei?
Minha intenção – a triste cerimônia fúnebre realizada! – era a de vos escrever logo em seguida, porém o meu pensamento paralisado e o meu organismo abatido não permitiram que meu coração tivesse esse doce consolo; eu não pude faze-lo!
Eis, entretanto, na medida em que minhas lembranças podem ser exatas, as circunstâncias da cerimônia:
Precisamente ao meio-dia o cortejo se pôs a caminho, um carro mortuário modesto, um único, abria-o, arrastando após si, docemente comprimida , a multidão numerosa composta por todos aqueles que puderam se encontrar nessa última reunião. O acompanhamento fúnebre foi conduzido pelo Sr. Levent, vice-presidente da Sociedade Espírita de Paris; em seguida a multidão de amigos, simpatizantes, os interessados de toda espécie; os empregados e pessoas desocupadas fechavam o cortejo, ao todo mil ou mil e duzentas pessoas.
O carro fúnebre seguiu pela Rua de Grammont, atravessou os grandes “boulevards”, a Rua Laffite, Notre-Dame-des-Lorrettes, a Rua Fontaine, as avenidas exteriores de Clichy e penetrou no Cemitério de Montmartre, em meio a multidão que o seguia. Bem longe, lá no fundo, mais longe ainda, nos limites do cemitério, uma vala escancarada aguardava o seu ocupante, e os curiosos romperam as filas para ouvir os discursos (pobres criaturas!). As cordas do coveiro envolveram o caixão que desceu lentamente ao fundo do abismo. Um grande silêncio se fez. O vice-presidente da Sociedade se aproximou da vala e sua voz emocionada, compenetrada, convicta, em nome da entidade, solicitou ao morto o prosseguimento de seus conselhos e lhe disse, não um adeus mas uma até breve. Camille Flammarion, sobre um pequeno cômoro, ali existente por acaso, tomou da palavra em nome da ciência unida ao Espiritismo e, da enérgica maneira afirmou aos olhos de todos, a fé que o anima. Em seguida foi a vez de Delanne, que falando em nome dos irmãos da província, prometeu ao Espírito de Allan Kardec que todos seguiríamos a rota por ele tão laboriosamente traçada. Um quarto e último discurso foi pronunciado por nosso colega Sr. Barrot. Cada orador, dirigindo-se ao Espírito Allan Kardec, lhe dizia: “Velai por nós, velai por vossas obras, vós que possuís a liberdade”.
Nada nas palavras desses oradores lembrava essas tristes orações fúnebres que fazem o coração desesperar por suas palavras: “Adeus, eu não te reverei mais, nunca mais!”. Longe de nós esse triste pensamento; o Espiritismo oferece-nos uma consolação maior e todos os discursos pronunciado sobre a tumba do Mestre terminaram por animadoras palavras: Até logo, querido amigo de nossos corações, até nos revermos em um mundo melhor! E possamos nós, como tu cumprimos com nossa missão na Terra!
Em seguida a multidão se dispersou, retornando aos seus afazeres ou às suas reflexões. A Sociedade deveria se reunir à Rua Sant’Anne, para solicitar uma evocação: assim sendo, os membros individualmente para lá voltavam com apressuramento.
Seis comunicações foram ali obtidas.
Muito vosso
Muller
Aí estão, fiéis quanto possível, as traduções dos documentos copiados em Lyon por Sausse e cujos originais, como quase tudo talvez, se perdeu. Verifica-se que Allan Kardec não foi sepultado no Père-Lachaise, mas sim , no velho cemitério de Montmartre e, em seguida, transladado para o dolmen mais tarde construído e onde foi também sepultada a Sra. Allan Kardec.
È bom relacionar que o Sr. Delanne, várias vezes mencionado, não é o celebre escritor espírita, Gabriel, na época pouco mais do que uma criança, mas seu pai o Sr. Alexandre Delanne, fiel amigo do Professor Rivail.
Quanto ao mais, além do discurso de Camille Flammarion, tudo se perdeu na voragem do tempo. Nem mesmo o previdente Muller pudemos obter qualquer notícia. Ele assinava-se M. E. Muller e foi, como dissemos, o encarregado pela família do ilustre desencarnado, de dirigir-lhe as últimas palavras de despedida. Além disso há o retrato de Henri Sausse, o primeiro biógrafo de Kardec, existente milagrosamente nos arquivos de Cairbar Schutel. Tudo o mais é a própria obras imperecível de Kardec.
Fonte: Reformador e Revista Internacional de Espiritismo
http://www.oespiritismo.com.br/textos/ver.php?id1=105
domingo, 5 de junho de 2011
Infância
Boa Noite Irmãos,
É com grande satisfação que venho esta noite postar este tema, pois nós pais temos responsabilidades com nossos pequenos por mais difícil que seja Deus esta do nosso lado, temos que ser elevados de espírito e conduzir nossas crianças, os adultos de amanhã para o caminho que nosso mestre Jesus nos ensinou, fazei o bem e receberá o bem, por isso meus amigos venho esta noite abordar este tema, às vezes precisamos, ser médicos, professores, mas também precisamos da palavra amiga do amor, para que consigamos criar edificar através da palavra de Jesus nossos pequenos rebentos. Uma boa noite a todos e uma ótima semana que se inicia.
José Mario
Frequentemente ocorre ser o Espírito que anima o corpo de uma criança, tão desenvolvido, ou mais ainda, do que o de um adulto, conforme o seu progresso anterior. Enquanto criança, os órgãos da inteligência estando ainda em desenvolvimento, não lhe põe à disposição todas as faculdades de um adulto. a sua inteligência permanecerá limitada, até que a idade amadureça e ele domine totalmente o novo organismo.
A perturbação que acompanha a encarnação não cessa de súbito com o nascimento e só se dissipa com o desenvolvimento dos órgãos.(LE, perg. 380). Segundo Emmanuel no livro "O Consolador", o Espírito no período infantil, até os sete anos, ainda se encontra em fase de adaptação à nova existência. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são mais vivas, tornando-se mais susceptível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho na consolidação dos princípios de responsabilidade, se encontrar nos pais legítimos representantes do colégio familiar.
Eis por que o lar é tão importante para a edificação do homem e por que tão profunda é a missão dos pais perante as leis divinas, pois é aí que a criança deve receber as bases do sentimento e do caráter. O estado infantil é uma necessidade do Espírito e corresponde aos desígnios da Providência, pois é um tempo de repouso para o Espírito (LE, perg. 382). O objetivo da encarnação é o aperfeiçoamento do Espírito e o estado de infância torna-o acessível às impressões que recebe; sua nova fase de vida vai fundamentar-se nos novos registros inseridos a partir de então.
Daí os novos rumos limitados e dependentes deles e o aumento da probabilidade de sucesso na nova vida. As sábias leis divinas colocam-no em um meio onde ele só haure o que é útil, o que convém, junto daqueles que estão incumbidos de educá-lo e talvez capacitados a lhe auxiliar o adiantamento. Aos pais e professores cumpre ponderar seriamente sobre este aspecto, pois o Espiritismo abre um novo capítulo na Psicologia Infantil e na Pedagogia, mostrando a importância da educação da criança, não apenas para a vida em curso, mas também para a sua perene e definitiva evolução espiritual.
Os estabelecimentos de ensino propiciam instruções, mas somente a família consegue educar; a universidade forma o cidadão, mas somente o lar edifica o Espírito. O primeiro sinal de vida da criança é expresso pelo choro para excitar o interesse da mãe e provocar os cuidados necessários (LE, perg. 348). Se a sua manifestação fosse em hosanas de alegria, as reações seriam tão diferentes que poucos se inquietariam com as suas necessidades. Em tudo erige-se a sabedoria divina.
A mudança que se opera no caráter das criaturas ao atingirem certa idade, particularmente a partir da adolescência, deve-se ao fato de o Espírito retomar paulatinamente a sua natureza e mostrar-se qual era em encarnação anterior. O que o Espírito foi, é ou será, permanece oculto na inocência da criança. Isso permite que, no caso de Espíritos antagônicos, receba todas as manifestações de carinho e amor essenciais para que se lhe conceda a oportunidade adicional de redimir-se. Assim não procederiam os pais, se ao invés da criança cheia de graça e ingenuidade, se encontrassem sob os traços infantis um Espírito adulto, mostrando o seu verdadeiro caráter e instinto.
A infância tem ainda outra utilidade: os Espíritos não ingressam na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, para se melhorarem; a debilidade dos primeiros anos os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que devem fazê-los progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más tendências.
Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão que responder. É assim que a infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas ainda a consequência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo (LE, perg. 385).
Fonte: http://www.forumespirita.net/fe/o-livro-dos-espiritos/infancia/new/#new
É com grande satisfação que venho esta noite postar este tema, pois nós pais temos responsabilidades com nossos pequenos por mais difícil que seja Deus esta do nosso lado, temos que ser elevados de espírito e conduzir nossas crianças, os adultos de amanhã para o caminho que nosso mestre Jesus nos ensinou, fazei o bem e receberá o bem, por isso meus amigos venho esta noite abordar este tema, às vezes precisamos, ser médicos, professores, mas também precisamos da palavra amiga do amor, para que consigamos criar edificar através da palavra de Jesus nossos pequenos rebentos. Uma boa noite a todos e uma ótima semana que se inicia.
José Mario
Frequentemente ocorre ser o Espírito que anima o corpo de uma criança, tão desenvolvido, ou mais ainda, do que o de um adulto, conforme o seu progresso anterior. Enquanto criança, os órgãos da inteligência estando ainda em desenvolvimento, não lhe põe à disposição todas as faculdades de um adulto. a sua inteligência permanecerá limitada, até que a idade amadureça e ele domine totalmente o novo organismo.
A perturbação que acompanha a encarnação não cessa de súbito com o nascimento e só se dissipa com o desenvolvimento dos órgãos.(LE, perg. 380). Segundo Emmanuel no livro "O Consolador", o Espírito no período infantil, até os sete anos, ainda se encontra em fase de adaptação à nova existência. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são mais vivas, tornando-se mais susceptível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho na consolidação dos princípios de responsabilidade, se encontrar nos pais legítimos representantes do colégio familiar.
Eis por que o lar é tão importante para a edificação do homem e por que tão profunda é a missão dos pais perante as leis divinas, pois é aí que a criança deve receber as bases do sentimento e do caráter. O estado infantil é uma necessidade do Espírito e corresponde aos desígnios da Providência, pois é um tempo de repouso para o Espírito (LE, perg. 382). O objetivo da encarnação é o aperfeiçoamento do Espírito e o estado de infância torna-o acessível às impressões que recebe; sua nova fase de vida vai fundamentar-se nos novos registros inseridos a partir de então.
Daí os novos rumos limitados e dependentes deles e o aumento da probabilidade de sucesso na nova vida. As sábias leis divinas colocam-no em um meio onde ele só haure o que é útil, o que convém, junto daqueles que estão incumbidos de educá-lo e talvez capacitados a lhe auxiliar o adiantamento. Aos pais e professores cumpre ponderar seriamente sobre este aspecto, pois o Espiritismo abre um novo capítulo na Psicologia Infantil e na Pedagogia, mostrando a importância da educação da criança, não apenas para a vida em curso, mas também para a sua perene e definitiva evolução espiritual.
Os estabelecimentos de ensino propiciam instruções, mas somente a família consegue educar; a universidade forma o cidadão, mas somente o lar edifica o Espírito. O primeiro sinal de vida da criança é expresso pelo choro para excitar o interesse da mãe e provocar os cuidados necessários (LE, perg. 348). Se a sua manifestação fosse em hosanas de alegria, as reações seriam tão diferentes que poucos se inquietariam com as suas necessidades. Em tudo erige-se a sabedoria divina.
A mudança que se opera no caráter das criaturas ao atingirem certa idade, particularmente a partir da adolescência, deve-se ao fato de o Espírito retomar paulatinamente a sua natureza e mostrar-se qual era em encarnação anterior. O que o Espírito foi, é ou será, permanece oculto na inocência da criança. Isso permite que, no caso de Espíritos antagônicos, receba todas as manifestações de carinho e amor essenciais para que se lhe conceda a oportunidade adicional de redimir-se. Assim não procederiam os pais, se ao invés da criança cheia de graça e ingenuidade, se encontrassem sob os traços infantis um Espírito adulto, mostrando o seu verdadeiro caráter e instinto.
A infância tem ainda outra utilidade: os Espíritos não ingressam na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, para se melhorarem; a debilidade dos primeiros anos os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que devem fazê-los progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más tendências.
Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão que responder. É assim que a infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas ainda a consequência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo (LE, perg. 385).
Fonte: http://www.forumespirita.net/fe/o-livro-dos-espiritos/infancia/new/#new
sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Dificuldades
Boa Noite meus irmãos, gostaria de postar mais uma mensagem neste dia.
A tema da mensagem de hoje é sobre dificuldades, quantas vezes nos pegamos em dificuldades, e provas que a vida nos expõe, as dificuldades são para serem superadas e com elas aprendemos lições memoráveis nesta encarnação em que nos encontramos para elevar nosso espirito um eterno aprendiz para o caminho de nosso mestre Jesus.
Quantas vezes você meu irmão sofreu por uma dificuldade que encontrou? Esta mensagem que nosso irmão José Tadeu ( Casa do Caminho ) é de grande valia para o aprendizado de nossa vida, espero que gostem da mensagem.
Um abraço do amigo
José Mario
A tema da mensagem de hoje é sobre dificuldades, quantas vezes nos pegamos em dificuldades, e provas que a vida nos expõe, as dificuldades são para serem superadas e com elas aprendemos lições memoráveis nesta encarnação em que nos encontramos para elevar nosso espirito um eterno aprendiz para o caminho de nosso mestre Jesus.
Quantas vezes você meu irmão sofreu por uma dificuldade que encontrou? Esta mensagem que nosso irmão José Tadeu ( Casa do Caminho ) é de grande valia para o aprendizado de nossa vida, espero que gostem da mensagem.
Um abraço do amigo
José Mario
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Palestra Espirita
Boa noite meus irmãos,
É com grande satisfação que estou aqui mais um dia para compartilhar com vocês uma palestra do nosso irmão Divaldinho Mattos a palestra é dividida em 3 partes o tema que ele aborda é "A Reencarnação de Segismundo", fica aqui o meu convite para assistirem esta maravilhosa palestra. Segue alguns dados interessantes de onde foi esta palestra:
Que Deus nos abençõe e ilumine nosso coração, um abraço do Amigo José Mario.
É com grande satisfação que estou aqui mais um dia para compartilhar com vocês uma palestra do nosso irmão Divaldinho Mattos a palestra é dividida em 3 partes o tema que ele aborda é "A Reencarnação de Segismundo", fica aqui o meu convite para assistirem esta maravilhosa palestra. Segue alguns dados interessantes de onde foi esta palestra:
Palestra "A reencarnação de Segismundo" com Divaldinho Matos baseado no livro "Missionários da Luz" de Chico Xavier pelo espírito André Luiz.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Os anjos guardiães
Boa noite meus irmãos
E com grande alegria que venho publicar mais um excelente conteúdo de Allan Kardec, boa leitura e reflexão, que tal ao final deste texto, em suas orações incluir este amigo incondicional é tambem nosso irmão que nunca nos deixa desanparados e está sempre nos aconselhando e trabalhando para o nosso bem, devemos agradecer a este amigo de todas as horas pelo aconselhamento e por nos mostrar o caminho da verdade e da luz, amando ao proximo e seguindo os passos de nosso mestre Jesus.
Os anjos guardiães
"Revista espírita", janeiro de 1859 Allan Kardec
Comunicação espontânea obtida pelo senhor L., um dos médiuns da Sociedade.
É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos pelo seu encanto e pela sua doçura: a dos anjos guardiães.
Pensar que se tem, junto de si, seres que vos são superiores, que estão sempre aí para vos aconselhar, vos sustentar, para vos ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são amigos mais seguros e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possa contrair nesta Terra, não é uma idéia bem consoladora?
Esses seres estão aí por ordem de Deus; foi ele quem os colocou junto de nós, e estão aí pelo amor dele, e cumprem, junto de nós, uma bela mas penosa missão.
Sim, em qualquer parte que estejais, ele estará convosco: os calabouços, os hospitais, os lugares de deboche, a solidão, nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma sente os mais doces impulsos e ouve os sábios conselhos.
Por que não conheceis melhor essa verdade!
Quantas vezes ele vos ajudou nos momentos de crise, quantas vezes vos salvou das mãos de maus espíritos! Mas, no grande dia, esse anjo do bem terá, freqüentemente, a vos dizer:
"Não te disse isso? E tu não o fizeste.
Não te mostrei o abismo, e tu nele te precipitaste; não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade, e não seguiste os conselhos da mentira?"
Ah! questionai vossos anjos guardiães; estabelecei, entre
ele e vós, essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos.
Não penseis em não lhes ocultar nada, porque são o olho de Deus, e não podeis enganá-los.
Sonhai com o futuro, procurai avançar nesse caminho, vossas provas nele serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Ide! homens de coragem; lançai longe de vós, uma vez por todas, preconceitos e dissimulações; entrai no novo caminho que se abre diante de vós; caminhai, caminhai, tendes guias, segui-os: o objetivo não pode vos faltar, porque esse objetivo é o próprio Deus.
Àqueles que pensam que é impossível a espíritos verdadeiramente elevados se sujeitarem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas estando a vários milhões de léguas de vós: para nós o espaço não é nada, e mesmo vivendo em um outro mundo, nossos espíritos conservam sua ligação com o vosso.
Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas
estejais seguros que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças, e que não vos abandonou sozinhos na Terra, sem amigos e sem sustentação.
Cada anjo guardião tem o seu protegido, sobre o qual ele
vela, como um pai vela sobre seu filho; ele é feliz quando o vê
seguir o bom caminho, e geme quando seus conselhos são desprezados.
Não temais nos cansar com vossas perguntas; ficai, ao contrário, em relação conosco: sereis mais fortes e mais felizes.
São essas comunicações, de cada homem com seu espírito familiar, que fazem todos os homens médiuns, médium ignorados hoje mas que se manifestarão mais tarde, e que se espalharão como um oceano sem limites para refluir a incredulidade e a ignorância.
Homens instruídos, instruí; homens de talento, elevai vossos irmãos.
Não sabeis que obra cumpris assim: é a do Cristo, aquela que Deus vos impôs. Por que Deus vos deu a inteligência e a ciência, se não para partilhá-las com vossos irmãos, certamente para avançá-los no caminho da alegria e da felicidade eterna.
São Luís, Santo Agostinho.
Nota:A doutrina dos anjos guardiães, velando sobre seus protegidos, apesar da distância que separa os mundos, nada tem que deva surpreender; ela é, ao contrário, grande e sublime.
Não vedes sobre a Terra, um pai velar sobre seu filho, embora dele esteja distante, ajudar com seus conselhos por correspondência?
Que haveria, pois, de espantoso que os espíritos possam guiar aqueles que tomam sobre sua proteção, de um mundo ao outro, uma vez que, para eles, a distância que separa os mundos é menor que aquela que, na Terra, separa os continentes?
"Revista espírita", janeiro de 1859 Allan Kardec
E com grande alegria que venho publicar mais um excelente conteúdo de Allan Kardec, boa leitura e reflexão, que tal ao final deste texto, em suas orações incluir este amigo incondicional é tambem nosso irmão que nunca nos deixa desanparados e está sempre nos aconselhando e trabalhando para o nosso bem, devemos agradecer a este amigo de todas as horas pelo aconselhamento e por nos mostrar o caminho da verdade e da luz, amando ao proximo e seguindo os passos de nosso mestre Jesus.
Os anjos guardiães
"Revista espírita", janeiro de 1859 Allan Kardec
Comunicação espontânea obtida pelo senhor L., um dos médiuns da Sociedade.
É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos pelo seu encanto e pela sua doçura: a dos anjos guardiães.
Pensar que se tem, junto de si, seres que vos são superiores, que estão sempre aí para vos aconselhar, vos sustentar, para vos ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são amigos mais seguros e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possa contrair nesta Terra, não é uma idéia bem consoladora?
Esses seres estão aí por ordem de Deus; foi ele quem os colocou junto de nós, e estão aí pelo amor dele, e cumprem, junto de nós, uma bela mas penosa missão.
Sim, em qualquer parte que estejais, ele estará convosco: os calabouços, os hospitais, os lugares de deboche, a solidão, nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma sente os mais doces impulsos e ouve os sábios conselhos.
Por que não conheceis melhor essa verdade!
Quantas vezes ele vos ajudou nos momentos de crise, quantas vezes vos salvou das mãos de maus espíritos! Mas, no grande dia, esse anjo do bem terá, freqüentemente, a vos dizer:
"Não te disse isso? E tu não o fizeste.
Não te mostrei o abismo, e tu nele te precipitaste; não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade, e não seguiste os conselhos da mentira?"
Ah! questionai vossos anjos guardiães; estabelecei, entre
ele e vós, essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos.
Não penseis em não lhes ocultar nada, porque são o olho de Deus, e não podeis enganá-los.
Sonhai com o futuro, procurai avançar nesse caminho, vossas provas nele serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Ide! homens de coragem; lançai longe de vós, uma vez por todas, preconceitos e dissimulações; entrai no novo caminho que se abre diante de vós; caminhai, caminhai, tendes guias, segui-os: o objetivo não pode vos faltar, porque esse objetivo é o próprio Deus.
Àqueles que pensam que é impossível a espíritos verdadeiramente elevados se sujeitarem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas estando a vários milhões de léguas de vós: para nós o espaço não é nada, e mesmo vivendo em um outro mundo, nossos espíritos conservam sua ligação com o vosso.
Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas
estejais seguros que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças, e que não vos abandonou sozinhos na Terra, sem amigos e sem sustentação.
Cada anjo guardião tem o seu protegido, sobre o qual ele
vela, como um pai vela sobre seu filho; ele é feliz quando o vê
seguir o bom caminho, e geme quando seus conselhos são desprezados.
Não temais nos cansar com vossas perguntas; ficai, ao contrário, em relação conosco: sereis mais fortes e mais felizes.
São essas comunicações, de cada homem com seu espírito familiar, que fazem todos os homens médiuns, médium ignorados hoje mas que se manifestarão mais tarde, e que se espalharão como um oceano sem limites para refluir a incredulidade e a ignorância.
Homens instruídos, instruí; homens de talento, elevai vossos irmãos.
Não sabeis que obra cumpris assim: é a do Cristo, aquela que Deus vos impôs. Por que Deus vos deu a inteligência e a ciência, se não para partilhá-las com vossos irmãos, certamente para avançá-los no caminho da alegria e da felicidade eterna.
São Luís, Santo Agostinho.
Nota:A doutrina dos anjos guardiães, velando sobre seus protegidos, apesar da distância que separa os mundos, nada tem que deva surpreender; ela é, ao contrário, grande e sublime.
Não vedes sobre a Terra, um pai velar sobre seu filho, embora dele esteja distante, ajudar com seus conselhos por correspondência?
Que haveria, pois, de espantoso que os espíritos possam guiar aqueles que tomam sobre sua proteção, de um mundo ao outro, uma vez que, para eles, a distância que separa os mundos é menor que aquela que, na Terra, separa os continentes?
"Revista espírita", janeiro de 1859 Allan Kardec
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